A curadoria literária não é um filtro, é um gesto de leitura antes da leitura. É a escolha intencional de obras que não apenas contam histórias, mas constroem repertório, ampliam sensibilidades e instauram perguntas. Em um cenário saturado de títulos, curar é assumir responsabilidade estética, ética e formativa: selecionar aquilo que provoca, desloca e permanece. Porque ler começa muito antes da página, começa naquilo que se escolhe oferecer como mundo possível.
A literatura nos possibilita sentir emoções importantes, como a tristeza, a raiva, o medo, o bem-estar e a segurança. As histórias descortinam o mundo dos conflitos nas situações enfrentadas pelos personagens e, desse modo, servem de espelho para as próprias vivências do leitor.
Os livros não falam por si mesmos; são os leitores e seus mecanismos de interpretação que dão sentido ao texto. Ler implica uma troca de significados entre o escritor e o leitor, oportunizando a este último a construção de sua própria maneira de ver e viver o mundo.
Ao ler, abrimos uma porta entre o nosso mundo e o mundo do outro. Podemos compreender um pouco mais sobre quem está do lado de lá, descobrir outra ética, outros lugares, realidades e diferentes modos de ser.
Valores que não apenas orientam, refinam o olhar de quem lê o mundo.
Compreendemos a necessidade do espaço escolar possuir um acervo literário que contemple a diversidade de gêneros textuais, editoras, autores e ilustradores. Ter um repertório que ofereça literatura indígena, protagonismo negro, poesia, livros informativos, clássicos, quadrinhos, abecedários, entre outros. Não se trata de uma simples busca por textos diferentes, mas de oferecer a contraposição entre o conhecido e o desconhecido, o simples e o complexo, em um processo que amplifica e aprofunda o olhar do leitor.
Bons livros não subestimam seus leitores, possuem vocabulário rico, adaptações que respeitam os clássicos, autores e ilustradores empenhados em entregar obras capazes de encantar as infâncias das pessoas de todas as idades. O livro ilustrado, especificamente, pode oferecer possibilidades estéticas que refinam o olhar e aumentam a capacidade interpretativa da criança.
A conexão com os livros por meio de algum marcador social em comum – como, por exemplo, o gênero, a regionalidade e a etnia – torna a criança capaz de reconhecer a si mesma, reforçando a crença de que ela pode viver as mais diversas experiências.
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Este espaço precisa se manter pulsante para que os livros circulem pelos corredores da escola. Por isso, é imprescindível que a renovação do acervo seja periódica e contemple variados temas e gêneros literários, garantindo, assim, um repertório plural, capaz de atender à diversidade que habita o ambiente escolar.
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Acervos renovados anualmente
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Mediações anuais
Do início da infância à adolescência, diferentes encontros com o livro constroem sentidos, vínculos e formas de compreender o mundo.
A leitura na primeiríssima infância
De zero a 3 anos de idade: esse é o período de maiores possibilidades de aprendizagem do ser humano. Nessa fase, as conexões dos neurônios se estabelecem dependendo do capital genético, das experiências e dos estímulos recebidos (daí a importância de oferecer boa literatura para os bebês).
NÃO EXISTE PRÉ-LEITOR. O BEBÊ É UM LEITOR PLENO, UM CONSTRUTOR DE SIGNIFICADOS DESDE O INÍCIO DE SEUS DIAS.
Para o bebê, os livros:
Você sabe o que os adolescentes querem ler?
A resposta a essa pergunta é o ponto de partida do projeto, que tem como finalidade estabelecer um vínculo entre os adolescentes e a leitura literária. Acreditamos que essa relação será mais facilmente alcançada se os alunos puderem ser ouvidos e se forem envolvidos no projeto literário escolar.
Crescemos quando somos desafiados por leituras progressivamente mais complexas.
Quando partimos do que já conhecemos para o desconhecido, ampliando, assim, os nossos horizontes.
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